Histórias inspiradoras de mulheres reais - Jéssica

"Dietas malucas, longas horas sem comer, privação das minhas comidas favoritas e vergonha do meu corpo: melhor definição do que vivi grande parte da minha vida.


Sempre fui acima do peso e por um período da minha vida descontava todos os meus sentimentos na comida, se estava feliz eu comia, se estava triste eu comia e se estava ansiosa também. Durante esse período não queria me olhar no espelho, só usava roupas largas e passava longe de balança, até que um dia, decidi me cuidar.


Pesquisei as melhores balanças (e acessíveis para o meu bolso), deixava no meu quarto, para poder me pesar todos os dias. Procurava dietas na internet e apostava nas mais restritivas, pois prometiam emagrecimento mais rápido, porém após algumas semanas eu não conseguia manter e achava que o problema estava no meu corpo que não estava se adaptando muito bem e então, a busca por uma nova dieta começava.


Esse processo aconteceu muitas e muitas vezes, porém no intervalo de uma dieta e outra, comia alimentos "proibidos", como por exemplo, carboidratos, frituras e doces e durante esse período me sentia feliz, porque estava comendo coisas que eu gostava, porém logo o imenso sentimento de culpa vinha, eu me descuidava, comia muito, não bebia muita água, tinha retenção de líquidos e os números da balança aumentavam e me sentia triste, tinha raiva de mim e encontrava mais defeitos no meu corpo ao me olhar no espelho.

Após diversas tentativas, consegui emagrecer alguns quilos, mas não conseguia mais ver os alimentos comuns em dietas: ovo, batata doce, frango, entre outros. Comecei a viver o “efeito sanfona”, uma vez que em uma semana estava numa dieta restritiva/louca e me obrigando comer coisas que não gostava muito ou até mesmo não comer, mas era parte do sacrifício para conseguir que os números da balança diminuíssem e na outra semana cansava de me restringir tanto e começava a comer descontroladamente, principalmente chocolates, que é de longe meu doce favorito.


Um dia após comprar mais de 10 barras de chocolate e estar comendo em média 2 barras por dia, comecei a refletir o porque não conseguia me manter nas minhas dietas loucas e se era algo impossível comer chocolate ao leite, fazer dieta e viver sem culpa ao mesmo tempo.


Comecei a procurar ajuda e após falar com alguns profissionais que levassem em consideração todo o cenário que estava vivendo e principalmente respeitasse os alimentos que não gostasse de comer (isso era o meu terror nos nutricionistas).


Por meio de uma busca no Facebook encontrei a Nathalia. Apresentação diferente: gostei! Na primeira consulta ela me questionou sobre muitas coisas que eu acreditava serem verdades absolutas sobre a comida e meu peso (de forma SUPER profissional e empática, claro). Disse trabalhar sem ter como foco o meu IMC (índice de massa corporal), sem me obrigar a comer coisas que não gosto, sem me obrigar a seguir uma dieta e o “pior”: ela me disse que eu conseguiria saber se emagreci e se estou indo bem sem me pesar todos os dias pela manhã. Achei tão diferente e desafiador que topei.


Ela me passou um exercício que eu precisava analisar a minha fome, observar os sinais que o meu corpo dava para isso. Embora não tenhamos acabado o processo ainda, foi de longe o momento mais difícil, porque eu não sabia quando sentia fome e muito menos saciedade, porque eu tinha montado na minha cabeça regras que precisava almoçar em tal horário e jantar em outro. Me permitia comer a todo momento que passava pela cozinha, sem nunca pensar se meu corpo pedia por aquela comida naquele momento.


Em pouco tempo fui me desapegando da balança e conseguindo observar coisas que nunca notei em meu corpo, consegui me olhar prestando mais atenção no que eu gostava em mim mesma do que nas coisas que me incomodavam. Comecei um processo de namoro comigo mesma delicioso.


O que mudou no meu corpo? Perdi alguns quilos, que por coincidência foi o menor peso que tive na vida, porém a melhor mudança está sendo na mente, na forma como olho para mim mesma.


É fácil? Não é. Por várias vezes comi muito chocolate, comi por emoção, porém a Nathalia sempre me acalma e me ajuda a entender que ter uma boa relação com o corpo, é inclusive entender quando preciso comer mais doce para aquela TPM ou quando algo não vai muito bem, contudo, o comer muito de agora é completamente diferente de antes, pois consigo ouvir meu corpo sobre a hora de parar. Isso quer dizer que consigo estar bem com o meu corpo, continuar meu objetivo de emagrecer para me sentir ainda melhor e ainda comer o meu chocolate, tão amado chocolate.


E sobre a balança? Hoje ela não acaba com meus dias, não mexe com o meu humor e quase nem é utilizada, uma vez que tenha substituída pelo espelho!"




Essa é a história inspiradora de mais uma mulher que vem fazendo as pazes com a comida e vivendo mais feliz com o próprio corpo.



Obs.: a foto e o relato foram enviados pela Jéssica e autorizados para publicação.

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